domingo, outubro 17

Perder sua essência (algo que talvez você não sabia) - Parte I

Eu posso dizer que sou algum tipo de pessoa que aparece e some quando bem entende. Acreditem, meu psicológico é doido, não liguem. Como vai vocês? Eu tô dispersa a um tempo já, e acreditem eu sai totalmente do meu foco de pelo menos a uns meses atrás. Então me desculpem por estar longe de vocês. Mas ultimamente eu me vejo tentando descobrir um pouco sobre minha pessoa e trabalhar com Essência que é algo primordial. Depois de ter me descoberto na espiritualidade e crescido um pouco no ato do Autoquestionamento percebi que duas coisas andam juntos que são principais: A Espiritualidade e a Psicologia

 Acho que por ter tomado este ato, comecei a perceber que eu teria que entrar nas duas questões de Autoconhecimento (Psicologia) e Energia (Espiritualidade) e tentar compreender a conexão das pessoas com o elo espiritual e físico. Por assim dizer, eu tive uma conexão perfeita com a essência por apenas 3 meses, quando perdi tive muitas conclusões do que por que estamos tão distantes de nossa energia e por que estamos sempre atrás da "perfeição".  Conversando com uma aluna hoje, eu comecei a perceber mais ainda que o processo que passei e perdi minha essência, tem acontecido o mesmo com ela: 

É importante que você não se importe com a opinião dos outros, mas que saiba se autoquestionar que aquilo existe ou não em você. 

As vezes, nos ofendemos quando a pessoa em questão fala mal de você, e você chora. Pode ter altas explicações para isso: será que eu sou o que ela diz? Será que estou fazendo meu papel errado? Será que ela está apenas jogando o que ela faz para cima de mim? 

Querem saber como perdi conexão com minha essência? Primeiro vamos saber como ela se iniciou. Depois de meses praticando bastante meditação e reflexão, comecei a definir quem eu fui no passado e o que eu fazia. As vezes, a gente nem sabe o que fez da vida e ainda sim busca desesperadamente algo que esta na nossa frente. O que quero dizer é que sabemos que fazíamos algo, mas nunca buscamos o quê. Então reuni informações do que eu fazia e praticava. Mexia com artesanato, escrevia músicas em japonês (usava o Google tradutor) e dançava. Então, comecei uma loja de bijuterias, me dediquei a espiritualidade e fui crescendo também no japonês (nesta atualidade). 

Quando comecei a dizer a mim mesma que desistiria da depressão e que iria desistir de tentar amar alguém, me caiu a ficha do quanto eu estava sendo severa. Porém, eram coisas que eu sabia que não eram meus, tanto que hoje em dia, não sinto mais vontade de namorar ou casar. Porque descobrir o que você quer para o agora e viver no presente, te faz viver mais feliz. E apesar de eu não estar estonteante feliz, aprendi a ter mais paz, mesmo que ainda esteja confusa com meus objetivos, e com medo de começar algumas coisas.

Eu comecei fazendo um cronograma do que eu queria fazer naqueles momentos de segunda a sábado, eu li livros, estudava e praticava coisas da espiritualidade, eu estava muito feliz. Comecei a dirigir um grupo de espiritualidade também, o que deu muito errado, e foi onde perdi conexão comigo mesma, pois me sentia um lixo e não era respeitada e nem amada. E aqui percebemos o quanto queremos tanto ser respeitados. Mas será que merecemos? O quanto você tem respeitado o próximo daquele lugar? O que a pessoa te fez? O que você fez a ela? 

Os questionamentos me levaram a crer que a culpa não é minha quando uma pessoa não gosta de mim,e ela fará de tudo pra te derrubar, até que conseguiu. E também foi uma questão de eu não entender meus limites e fraquezas, e que to aprendendo a entendê-los agora. Isso que é Autoconhecimento.

6 comentários:

  1. acho que entendi onde você quis chegar... a minha interpretação foi que nós perdemos a conexão com nós mesmos assim que buscamos validação dos outros

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  2. Oi, Lena! É muito importante que a gente não se esqueça da nossa essência, de quem nós somos verdadeiramente. Muitas vezes nos perdemos em personagens e papéis que nós mesmos criamos como um modo de nos defender das coisas ao nosso redor, ou se encaixar em algum nicho. Quando menos esperamos, a gente pensa "mas eu sou mesmo assim? eu não estou gostando de ser/agir dessa forma". E então devemos voltar a nós mesmos, só que pode acontecer da gente se perder um pouco no meio do caminho e questionar quem realmente somos. O que as pessoas pensam de nós não cabe a gente, é literalmente problema da pessoa, e devemos seguir a nossa vida afastando ao máximo a energia (ruim ou não) dessa pessoa. Espero que logo as coisas voltem a ser como antes, e que você se sinta melhor! Te indiquei lá no meu blog para você responder uma tag de Halloween, sinta-se a vontade e livre caso queira participar dela, tá bom? Um beijo e ótima segunda ♥

    Isa, www.isamateur.com

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    1. Irei adora participar, muito obrigada.
      Eu melhorei sim, até muito mais do que gostaria. Muito obrigada.

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  3. Eu sou uma pessoa bem introjetiva e são anos de terapia pra eu começar a compreender o que é meu e o que é do outro. Não é fácil, especialmente quando você percebe que o outro projeta um monte de coisa em você e você não era nada daquilo que o outro estava falando, e você percebe que a pessoa faz questão de te atacar porque ela não sabe lidar com a própria realidade. Mas não é como se a gente não fizesse a mesma coisa, né? hahah

    Autoconhecimento nunca vem de graça, não no sentido financeiro, mas a gente paga umas boas noites de sono e até mesmo algumas amizades ao longo do caminho. É a vida.

    Beijinhos!
    https://mashalkhim.com/

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    1. Talvez fazemos como talvez não fazemos. Mas a realidade de cada um se torna pesado quando descobre sua obrigação naquele algum espaço. Mas vira e mexe minha irmã fala tantas coisas que hoje só consigo rir da cara dela. Aprendi a ter uma autocrítica, mas começo a rir quando falam mal de mim (pois não conhecem um terço daquilo que me atinge).
      Muito obrigada.

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